Auditoria acadêmica
Carry Trade de FX
O carry trade compra moedas com altas taxas de juros e vende moedas com baixas taxas, coletando o diferencial de juros enquanto assume o risco de que as moedas de alto rendimento se desvalorizem. Lustig, Roussanov & Verdelhan (2011) enquadram este retorno como compensação por um fator de risco cambial comum, em vez de um almoço grátis.
O que encontramos
O carry clássico supera o limiar de placebo livre de viés de sobrevivência (P97.3) em dados reais de spot e taxas, o que reflete um prêmio de risco genuíno e não ruído. Mas é marginal: o RF ajustado ao risco é de apenas 0.99 (aproximadamente, o lucro líquido vitalício é do tamanho do drawdown máximo), e o RF do pior ano é negativo (-0.75), ou seja, ele perde dinheiro em seu pior ano. O resultado também é concentrado em regimes — o lucro líquido de 2013-2021 é ligeiramente negativo e essencialmente todo o lucro vem da janela de 2022-2026 com grande diferencial de taxas, com os 10% melhores meses produzindo cerca de 239% do lucro líquido. Este é um exemplo clássico de trade de crash superlotado: uma perna de fator diversificadora, não uma estratégia autônoma.
- Dados de spot e taxas de curto prazo de moedas G10/EM, 2013-2026 (o universo é rotulado como "G10" mas inclui nomes de mercados emergentes como MXN/ZAR/SEK que estão parcialmente ausentes antes de 2021). Custos modelados realistas.
- Teste de placebo / robustez: resultado real vs cestas aleatórias ou sinais embaralhados (real vs o percentil 95 do aleatório)
Leia o artigo ↗
Pesquisa, não conselho de investimento. Pernas de fator “validadas” são blocos de construção diversificadores e neutros ao mercado com um pior ano de perdas — nenhuma é uma estratégia negociável autônoma. As métricas são sensíveis aos custos e modeladas (não preenchimentos ao vivo); a janela de teste de 2005–2026 está fora da amostra em relação ao artigo original. Valores em dólar não são retornos e são omitidos por design.